segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ensaio sobre a cegueira (2008)


Bom, pra começar, eu preciso explicar como este blog funciona. Eu assisto os filmes, faço uma rápida pesquisa pela web atrás de informações a respeito e depois escrevo a minha opinião a respeito, o meu modo de ver o filme.
Blindness me chamou muita atenção desde o primeiro trailler. O que fazer quando  você fica simplesmente cego, de repente? E se todo o planeta estivesse cego e você fosse o único que enxergasse?
Primeiro.. assista o trailler:



Aí assisto o filme e entro numa viagem paranóica muito louca, que rendeu algumas horas de conversa a respeito depois. Puta filme foda, pra se pensar mesmo.
Quando finalmente coloco meus sentimentos em relação ao filme (que foram vários) em ordem, eu venho até o meu computador e digito "Ensaio sobre a cegueira" no google, descubro que o filme é baseado em um livro de José Saramago, um escritor português.
Até aí tudo bem, Blindness não seria o primeiro filme baseado em um livro, resolvi procurar pelo diretor, como em todos os filmes deste blog e o que eu encontro?
Fernando Meirelles!!! É isso mesmo, o carinha de Cidade de Deus!!!
Ficou confuso?? Vai aí a explicação da wikipédia a respeito:

"Ensaio sobre a Cegueira (Blindness, em inglês) é um filme de 2008 produzido por Japão, Brasil e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles e com roteiro baseado no livro do mesmo título do Prémio Nobel português José Saramago. O filme abriu o Festival de Cannes de 2008.

O filme foi rodado em Toronto, no Canadá, em São Paulo e Osasco no Brasil e em Montevidéu no Uruguai. Baseado no livro de 1995 de José Saramago, uma epidemia de cegueira prolifera-se por uma cidade moderna, resultando no colapso da sociedade."

Prefeitura de São Paulo durante as filmagens.
O filme foi gravado boa parte aqui no Brasil!! Foi dirigido por um brasileiro e ainda tem gente defazendo o cinema nacional??


A principio, logo que você acaba de assistir o filme, ele te frustra, ao menos me frustrou. Pelo fato de não explicar o que ocasionou a epidemia da cegueira branca, e por não explicar como uma única pessoa não é contaminada em nenhum momento.
Mas o filme trás tantas outras questões, que realmente você percebe que este não é e nunca foi o foco principal. A questão não é o como e nem o porquê. A questão é.. aconteceu, e agora?
É perturbador se colocar no lugar de um cego, pensar em perder a visão assim, repentinamente? Claro que é. 

"\/ocê tem medo de fechar os olhos? Não eu tenho medo de abri-los e não ver mais nada."

Mas como seria se você fosse a única pessoa a enxergar? Ter o mundo inteiro as suas costas, ver o mundo inteiro ser destruido, já que as pessoas se desesperaram e estão lutando com seus instintos, como verdadeiros animais?

Minha opinião a respeito? Um filme foda para se pensar, mas não acho que chegaríamos a tanto. O ser humano tem um poder de adaptação muito grande, duvido muito que chegaríamos ao caos total como no filme.
No entanto, como o filme não te passa uma cronologia exata, é complicado saber se foi repentinamente, quanto tempo eles tiveram pra se adaptar, esse tipo de coisa. É um drama foda, agoniante. Simples assim.

Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004)

O que dizer do incrível ator Jim Carey? Ele é realmente estupendo, mas acostumamo-nos a ve-lo atuar em brilhantes comédias, cenas hilariantes que são valorizadas por sua espontâneidade diante das câmeras... resumindo: ele é um puta comediante.
Mas acima de tudo, Jim Carey é um puta ator, que consegue dar um up neste filme, que se passa quase por completo na mente de Joel. Um homem simples, de vida pacata, quê vê sua vida transformada por completo graças a uma paixão [?] repentina pela jovem Clementine (Kate Winslet).

Tá, confesso que o que me ajudou a entender o filme foram as cores do cabelo dela, e que eu até me assustei a princípio, uma vez que a Clem se parece ao extremo comigo.



Enfim, a tal tangerina é impulsiva e se eu tivesse a chance, também apagaria muita gente da memória... se eu não tivesse assistido esse filme. Mas eis que eu brilhantemente assisti e fiquei com a mesma questão na minha cabeça: "E todos aqueles momentos bons?"



Sim, por que se eles viveram por dois anos juntos, muita coisa boa deve ter rolado, muitas sensações bacanas, muitas histórias. Eu tive minhas histórias e apesar de todo o sofrimento, não conseguiria ficar sem essas lembranças, maldita impulsividade!
E, pulando agora para o final do filme, quando você descobre o que você fez e ouve todas as memórias que você tinha sobre aquela pessoa?


A coisa é bem simples, você apaga a pessoa da sua memória, no entanto, quando você a encontrou pela primeira vez, não tinha memória alguma dela, e nem ela sua... então... o que faz alguém se apaixonar?

Certo, então paixão não teria nada a ver com a memória e sim com a tal da primeira impressão, logo, se você a encontra novamente, depois de te-la apagado da sua memória, você brutalmente corre o risco de apaixonar-se novamente.
Agora, como se apaixonar por alguém cujo qual você já tem certeza que você irá detestar dali há dois anos?? Você ouve em uma gravação a sua própria voz contando o qüão desagradável a pessoa é, e o pior, a ouve falando a seu respeito também.


Qual seria a solução pra isso?
Uma vez que encarar a verdade sobre quem somos é quase tão torturante quanto ouvir restart e cine ao mesmo tempo ao lado de garotas de 12 e 13 anos chorando desesperadamente por aquelas coisas coloridas.
Acho que eu teria a mesma opinião de Joel neste sentido. "Tudo bem" -  ele disse. Simples, não? Não há nada que se possa fazer, então por que não aproveitar esse sentimento enquanto tudo não vira a gigantesca tragédia - ou não.


Resultado: amei o filme, mesmo tendo ficado perplexa com as semelhanças entre a minha pessoa e a tal Clementine. Puta comédia romântica dirigida por Michel Gondry.
Dica para os aficcionados por senhor dos anéis:  Elijah Wood, arrasando ;)

sábado, 28 de agosto de 2010

Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da rua Fleet. (2007)

Com Jhonny Depp e Helena Bonham Carter.
Direção de Tim Burton
Gênero: Suspense / Musical


Caraaa... o que falar? Jhonny Depp e Tim Burton já me davam borboletas no estômago, com este filme, não poderia ser diferente. O fato é que os dois trabalhando juntos é uma combinação perfeita e um musical de suspense, teria tudo pra ser muito bom também... mas não foi. Sweeney Todd nunca foi muito bom, e nem poderia, por que ele é perfeito!!

Se você não assistiu, não deveria nem estar lendo este blog, já que ele é recheado de Spoillers... mas pra quem já assistiu e não lembra, ou não se importa em saber o final, o filme conta a história do barbeiro Benjamin Barker (Jhonny Depp) e seu maligno plano de vingança contra o Juiz Turpin (Alan Rickman). Enfim, o tal juiz prendeu o Benjamin com uma acusação falsa pra poder ficar com a belíssima esposa do barbeiro, Lucy (Laura Michelle Kelly).
Ao voltar a Londres, agora com o nome de Sweeney Todd, Barker descobre que sua mulher envenenou-se após a prisão e que o juiz está com a guarda de sua filha Johanna (Jayne Wisener), sendo assim, sua sede de vingança que o perturbava, aumenta ainda mais e ele conta como aliada a dona da loja de tortas abaixo de sua babearia, a Sra. Lovett (Helena Bonham Carter).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

10 coisas que eu odeio em você.

E pra abrir este blog, não vou começar com apresentações e blábláblás, vou direto ao assunto, e o filme de hoje é o 10 Coisas Que eu Odeio em Você. Um filme de 1999 do diretor Gil Junger, estrelado por ninguém mais e ninguém menos do que o fabuloso Heath Leadger e a fantástica Julia Stiles.
A comédia romântica ficou muito conhecida e é raro aqueles que nunca assistiram, basicamente conta a história de um cara que... Ah, vou deixar que o próprio Patrick Verona, em seu esplêndido humor ácido nos conte o que rolou:

"Um idiota me pagou pra eu sair com uma garota incrível, mas eu estraguei tudo... eu me apaixonei."


Enfim, seria basicamente isso, se eu fosse resenhar o filme como todo mundo faz, mas eu não sou todo mundo ;) Tá, eu sou pior do que todo mundo...

A trilha sonora do filme, na minha opinião, já começa arrasando logo que a Katherine (Julia Stiles) aparece pela primeira vez, ao som de Bad Reputation (amo essa música *-*).


♫           ♪              ♫              ♪         ♫
I don't give a damn 'bout my reputation
You're living in the past it's a new generation
A girl can do what she wants to do and that's
What I'm gonna do
An' I don't give a damn ' bout my bad reputation
♫           ♪              ♫              ♪         ♫



Tá, parei, juuro... mas ela continua arrasando o resto do filme, que segundo as minhas pesquisas foi uma adaptação de "A megera domada", uma peça de Shakespeare, trazida para os dias atuais.

Logo nas primeiras cenas, A definição dos grupos do colégio, ressaltam uma realidade muito grande em qualquer escola, mesmo que não sejam tão esteriotipados como esses deste filme, todo colégio tem grupos sociais muito diferentes e sempre rola um conflito.

Aí vem as lendas em torno do Patrick... Aparentemente ele é um cara malvado e anti-social... isso gera rumores no colégio... coisas do tipo.. "Ele matou um cara e ficou preso" ou então "Ele vendeu seu fígado no mercado negro pra comprar um par de auto falantes".. ou a melhor de todas que é a de que ele teria "Comido um pato vivo", claro, exceto os bicos e as patas.
O melhor desses lendas é quando elas são comentadas com o próprio Patrick... como quando o Joey chega pra ele e pra puxar assunto diz: "Nossa, eu comi um pato e tanto ontem", ou então quando o Michael, o nosso nerd brilhante, interpretado pelo ator David Krumholtz pergunta: "Você deveria estar tomando bebida alcoolica se você não tem mais um fígado?". Descobrir o que falam sobre você pode ser uma experiência um tanto assustadora, acredite.



Outro ponto legal, estéticamente falando, mas que eu duvido muito que daria certo, é a forma que Michael distribui os  (falsos) convites da festa do Bogie Lowenstien. Eu sou uma que só teria percebido depois que todos os convites estivessem no chão.


E por falar em estética... o que é aquele bar Skank onde o Patrick encontra a Kat? Aquele lugar é tudo de bom e perfeitamente estruturado *-* Pq eu nunca vi um lugar assim aqui no Brasil??

E como uma boa comédia, não poderiam faltar tiradas incríveis, sutis e com um tepo de comédia perfeito. E nem tudo se baseia nas falas...



Temos um beijo gay no inicio (entre os Rastafaris brancos, é. Aposto q vc nem reparou =PP) que é tão discreto que se torna engraçado quando os dois caras aparecem na sala de aula e você finalmente se toca do que eu estou falando...





Aí tem o Heath Leadger na escada do ginásio [?]
♫  ♪   ♫
                       I love You baby
Brink's... E a dancinha ridícula, caracterizada pela banda que tocou no Baile de Pádua.

Além de tudo isso, esse filme me chama atenção para uma coisa maior... O lance da normalidade, o que é normal na sociedade atual? Mesmo 11 anos depois de sua gravação, ele continua atualíssimo em relação a isso. Eu sou uma Bianca, garota mimada que adora chamar atenção e consegue isso, mas acaba sempre magoando alguém e se ferra quando a pessoa magoada resolve chamar sua atenção e ela finalmente cai na real... mas Adoraria me tornar uma Kat... Claro...

"Você desaponta primeiro, e assim fica protegida depois..."
Patrick para Katherine, na cena do pedalinho.



Sem contar que eu sempre quis ser durona, sabe? Detesto ser uma pessoa social, mas como não consigo ser estúpida, me tornei nerd.  Vai entender...!!

Outra moral do filme é... Todos os homens são canalhas, mas tem uns que valhem a pena. Eles podem te comprar uma guitarra.

Quotes:

"Não deixe ninguém fazer você se sentir como se não merecesse o que quer."
Patrick para o Cameron na festa do Bogie Lowenstien.
"Quem pode se conter tendo um coração que ama, e neste coração a coragem para tornar esse amor conhecido."
Shakespeare citado por Michael e completado por Mandella, a amiga da kat.
Whatever... Eu vi o filme dublado, o espaço na agenda era pequeno e são 02:57 da manhã, nem deu pra fazer o post do jeito que eu queria, mas enfim, logo terão mais filmes, e mais e mais e mais... Um dia eu pego o jeito, é ;)

bb o/

sábado, 24 de julho de 2010

Mulheres...

Estava eu, bela contente e ressaquiada, procurando besteiras para o meu novo orkut (Ops, era segredo. =X). Enfim, fucei em alguns sites sobre o tema e eis que me deparo com um texto muito realista. Copiei na íntegra, confesso. Mas eis aí pra vocês e aproveito também pra testar o tal Link de Compartimento do Blogger - que eu não faço a menor noção do que seja.

7 coisas q os homens devem saber sobre as mulheres

A maioria dos homens acham as mulheres misteriosas e indecifráveis. Acham que somos difíceis de se entender [?]. Não é culpa de vocês. É que ninguém deu a você um guia de compreensão das mulheres pra estudar na escola.

Aqui estão ALGUNS dos mistérios revelados sobre as mulheres:

1) Antes mesmo de você entrar pela porta a maioria das mulheres imaginam se você vai ser o Cara Da Vida Delas.

2) Ela fica tão nervosa quanto você num primeiro encontro.

3) Mulher gosta de atenção individual e indivisível. Preste atenção no que ela tem a dizer e ela se mostrará mais interessada em ouvir sobre você. E mantenha seus olhos nela. Olhar pra qualquer outra mulher no local é definitivamente uma forma de tornar o seu primeiro encontro o último.

4) Depois do primeiro encontro a maioria das mulheres saberão SE e quando irão dormir com você.

5) Muitas das mulheres não querem se casar ou pelo menos não tanto quanto era costume antigamente. Muitas mulheres ficam solteiras mesmo no fim dos trinta a favor de seguirem suas próprias carreiras.

6) Uma mulher pode reclamar o quanto quiser sobre a família dela, mas no segundo em que você criticar a família dela, faça suas malas.

7) Perguntar a uma mulher se você é o melhor que ela já teve é idiotice. Nós iremos mentir para evitar ferir seus sentimentos. Você nunca saberá se é o melhor, e nem o maior.
E caso vocês queiram ver o artigo original, ele foi retirado do site Tudo para Orkut e Msn.

Update: Gente, eu descobri a função do link de compartimento. Ficou curioso? Clique no título desse post. E lembrem-se disso u_u

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Brr... Frio! :S

E aqui tem sido assim todos os dias, frio, frio, muito frio... E tem dia que ainda se consegue fazer mais frio. Definitivamente, o tal do aquecimento global não chegou ainda no sul do país...
Sinto falta das minissaias, dos tops, dos meninos sem camisa, das barriguinhas saradas sempre a mostra... Sinto falta de um banho de piscina, umas tardes na cachoeira...
Mas nesse frio, quem aguenta?
Arg, as produções ficam terríveis, cheias de blusa de lã e jaquetas enormes. Sem contar as extremidades do corpo que há dias eu me pergunto se elas ainda existem, já que eu não as sinto.

ODEIO FRIO!

Um sol lindo, gigante, que pode aquecer o planeta inteiro... a gente ainda ajuda, destruindo a droga da camada de ozônio, pra ver se ele chega um pouco mais perto, se potencializa a ação do nosso aquecedor natural e o que ganhamos em troca? Esse frio absurdo!

Cadê o Aquecimento Global quando a gente precisa dele??

Ps.¹: Se vier com lição de moral e blá blá blá de conscientização por causa desse post, vai ganhar bronca u_u Eu sei muito bem os efeitos do Aquecimento Global e toda essa coisa de sustentabilidade.

Ps.²: Acho que fico falando sozinha nesse blog, ninguém responde minhas enquetes ou me ajuda com a porra do apelido. Danem-se. Vou continuar escrevendo.

Ps.³: A partir de hoje vou responder aos comentários (se houver um) através dos próprios comentários, fiquem ligados.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Nomes... Nomes... Nomes!

 Que minha mãe não me ouça (e não leia o PDD essa semana :D) mas eu não gosto muito do meu nome não... Não da forma que ele é pronunciado em português... Amanda.
Pior são os apelidos... o nome já é curto, aí saem coisas do tipo Manda, Mandy, Mandinha, Sei lá... A pronúncia dele em inglês, no entanto, dá chances de apelidos mais interessantes: Mandie, Andie, Amy, enfim....
Eu tenho um grande problema com nomes e apelidos... sou ótima pra criar histórias, mas quando chega na parte do nome eu empaco, inclusive no meu.
Aí resolvi escrever este post... Pra quê? Easy guys... Quero voltar a usar meu nome... mas de uma forma diferente... e também tô afim de testar a criatividade da galera que lê essa bagaça aqui.
So... se você tem alguma idéia bacana... manda um recado pra mim no orkut, PM no Twitter, ou comenta aí em baixo ^^
Calma.. vou ajudar vocês, aí vão algumas dicas que podem ajudar:

Meu nome do meio é Cristina.
Adoro jogar rpg, principalmente de Vampiros.
Meus clãs favoritos são Malkavian e Ventrue.
Sou completamente viciada em True blood.
Filme favorito: Constantine, Entrevista com o Vampiro e Alice (do Tim Burton)
Nerd? Não.. sou Geek. u_u
Nicks na rede: Kyara, Dream, Morghanna.
Bandas e cantoras favoritas: K-sis, Leela, Emilie Autumn.
Coisas que eu gosto!! Talvez ajude...


Acho que é isso... Bora ajudar a Dreamzinha aqui?? :P

sábado, 10 de julho de 2010

Luto, Revolta, Saudade...

Hoje o assunto do blog é triste, se não revoltante.
Acho esse negócio de morte meio absurdo, sabe? Sempre achei estranho e costumo não aceitar muito bem isso.
Ontem saindo de uma balada ouvi boatos de que um ex-namorado meu estivesse morto. A principio como sempre, eu relutei, não quis acreditar, pensei ser alguma invenção de mal gosto e hoje eu resolvi averiguar.
Se fosse alguém com dinheiro, alguém com fama, certamente teria sido mais fácil encontrar alguma informação, mas tive que pesquisar muito e pasmei com o que eu encontrei.
Uma pequena nota de três linhas num jornal local de oito meses atrás, dava a trágica noticia... O Daniel, o meu Dani, como eu costumava chama-lo, com apenas 19 anos, enforcou-se com um fio de luz depois de uma discussão amorosa.
Uma vida inteira pra acabar assim, com três linhas, como se ele não fosse absolutamente nada e uma foto medonha do corpo dele coberto por um plástico cinza sobre uma maca. Pior... muita gente, como eu, nunca ficou sabendo do que houve, ou acabou por descobrir meses depois.
8 meses e as lembranças de quem ele era, de como ele era se avivam cada vez mais na minha mente e eu nada posso fazer... Nada pode ir contra esse temível, famigerado mal. É irremediável, nada se pode fazer, eu nunca mais verei seu sorriso, ou ouvirei sua voz, ele nunca mais estará entre nós a não ser em nossas lembranças.
Quem soube do ocorrido há tempo, nem ao menos se importa mais e temo que com o tempo a dor e a saudade que eu sinto agora e parecem me tirar o chão, também irão sumir. Diferente dos casos que vemos nas televisões, em repercursões até mundiais, onde anos depois ainda se prestam homenagens áqueles que se foram, isso acontece e vai acontecer com muita gente. Acaba ali, simples assim. É a dor de familiares e conhecidos tudo o que resta e ainda assim por um breve espaço de tempo.
Me revolta saber que todas aquelas histórias que ele me contava, que tudo que ele viveu, possam ter um final assim, besta, torpe, vago. Me chateia pensar que comigo talvez também será assim, apenas mais uma vida que se vai, apenas mais uma...
A vida segue, e é só isso? Triste, no mínimo.
Eu queria ao menos ter podido me despedir direito, poder dizer-lhe algumas palavras, contar o que eu estava sentindo e ouvir o que ele sentia, enquanto o sangue ainda lhe corria pelas veias. E tudo o que me resta agora é a lembrança daquele sorriso, é a crença de que em algum lugar ele ainda pode me ouvir, que possa saber o quanto ele foi importante, mesmo depois de tudo e o quanto eu imploro aos céus pra que ele esteja bem, em paz.
O Dani não era um santo, mas era humano, era vivo, era muito mais do que aquela foto medonha e aquele artigo medíocre. E agora esse post é tudo o que eu posso fazer por ele.

Daniel Samuel de Matos, Adeus meu anjo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Think about it...

Faz algum tempo que estive pensando em coisas diversas... E muita coisa aconteceu também. Estou oficialmente com depressão, no ultimo domingo sofri um leve ataque cardíaco e fui levada as pressas ao hospital, resultado? Stress e uma receita de um Antidepressivo. Se minha mãe largar seu preconceito e realmente quiser fazer algo por mim, em breve estarei frequentando sessões de psicoterapia. E como diria o grande poeta Cazuza, entre tantos medos, tenho medo de fazer análise e perder a inspiração.
Já faz tempo que não sei mais reconhecer meus verdadeiros amigos e me sinto sozinha, mesmo em meio a tantos telefonemas e recados. Sinto falta de um amor, não de alguém, mas de um momento, sinto falta de alguém me convencer que amar é bom. Sinto falta de um motivo pra continuar, continuar a blogar, continuar a viver, continuar a existir de alguma forma.
Quero dar ao mundo algo mais do que reclamações e piadas clichês, quero fazer a diferença ao invés de ser diferente, só não sei por onde começar, como começar. O mundo perdeu o sentido, as pessoas me decepcionam.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Revolução.

É.. eu não sei o que rola comigo, são cinco minutos na net e meu instinto revolucionário começa a apitar.
A verdade é que não estou contente comigo e nem com nada disso aqui. O blog vive desatualizado e desde a sua criação que vive perdendo o foco, eu vivo perdendo o foco. Tenho vontade de começar de novo, do zero e fazer tudo diferente, mas não dá pra fazer isso sempre que a vida sai dos eixos, então o jeito é organizar as paradas.

O que é o Porcarias?
Será que é só um monte de lixo sem noção?? Eu não sei, não achei ainda uma linha de raciocínio pra esse blog, um projeto que faça ele ir pra frente, desempacar disso aqui. Eu viajo muito na opinião pública e perdi o verdadeiro contexto dele, que é publicar os meus artigos, a minha opinião do que rola no mundo.

O layout do blog está poluído demais e mostra realmente a bagunça que tá isso aqui... não tem uma temática, um porquê.
Aí vem você, xinga muito no twitter pq eu não atualizo, ou então pq o ultimo post não foi engraçado. Desde quando eu ligo pro que pensam??

Então é isso. Danem-se, queridos leitores. O PDD vai voltar a formação original, vou voltar a escrever meus artigos, sejam eles engraçados ou não. E esse é o primeiro deles.

Quem quiser vir comigo, postar seus artigos também, dar sugestões pra novos artigos, pode entrar em contato pelo e-mail: kyaradream@hotmail.com a única regra é não ter regras, soltar o verbo e falar o que pensa, e é o que eu vou fazer.

Beijinhos coloridos.